Dizem as más linguas que uma recém criada empresa gestora de águas, podia alugar viaturas por €348 mensais, se fizesse renting directo.
Em vez disso, está a pagar €950 de aluguer mensal pelas mesmas viaturas.
Dizem ainda as mesmas más linguas, de que se tratam de 200 viaturas.
Certamente que será esta uma das razãoes do REPENTINO aumento da tarifa de água ;)
Isto deve-se certamente á perspicácia de algum iluminado, que segundo as mesmas fontes, conseguiu obter um alvará para este tipo de serviços em tempo record.
Quem será o iluminado???
Diferentes perspectivas sobre o estado deste pedaço de terra colocado sensivelmente a 8º Oeste, ou sobre coisas mais importantes. Um barco à deriva numa nação sem rumo!
sexta-feira, 18 de março de 2011
Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Este post foi "roubado" de outro blog.
Foi roubado por transcrever EXACTAMENTE o que penso. Não se trata de aproveitamento do trabalho dos outros, mas sim de ELOGIAR a clareza com que abordou o problema.
Se preferir ler a versão original no Assobio Rebelde, aqui está Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
Foi roubado por transcrever EXACTAMENTE o que penso. Não se trata de aproveitamento do trabalho dos outros, mas sim de ELOGIAR a clareza com que abordou o problema.
Se preferir ler a versão original no Assobio Rebelde, aqui está Geração à Rasca - A Nossa Culpa
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.
terça-feira, 15 de março de 2011
A falásia no Abrupto!!!!
Neste post no Abrupto, JPP "alerta" para o facto do PS querer eleições antecipadas e de Sócrates ter montado uma "ratoeira" a Passos Coelho.
Sobre este assunto, tenho duas coisas a dizer:
Primeiro: Não acredito nas "boas intenções" deste alerta;
Segundo: Esta situação só acontece porque tanto Sócrates como TODA a oposição, estão mais preocupados com a sua IMAGEM (leia-se futuros resultados eleitorais) do que com os problemas REAIS da nação!!!!
JÁ BASTA!!!!
Sobre este assunto, tenho duas coisas a dizer:
Primeiro: Não acredito nas "boas intenções" deste alerta;
Segundo: Esta situação só acontece porque tanto Sócrates como TODA a oposição, estão mais preocupados com a sua IMAGEM (leia-se futuros resultados eleitorais) do que com os problemas REAIS da nação!!!!
JÁ BASTA!!!!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Exportação Técnica 101
Ontem, no Congresso das Exportações em Santa Maria da Feira, o nosso 1º ministro anunciou que "o sector exportador está de volta".
Permita-lhe que lhe diga uma coisa, senhor 1º ministro.
"NÃO É GRAÇAS A SI!!!"
Tentar ficar com os louros de uma coisa cujo mérito é exclusivo dos empresários... É FEIO!!!
A unica contribuição do seu governo para as exportações é contribuir para a sua REDUÇÃO!!!
Mas já que mostra tanta boa vontade, permita-me que lhe dê uma lição em exportações aplicadas a micro/pequenas empresas, chamemos-lhe "Exportação Técnica 101".
Um pequeno empresário tem uma oportunidade de negócio num país 3º.
E para orçamentar esse negócio, tem estes dados:
- Materiais €100
- Sua transformação (mão de obra) €27
- Margem de lucro 20%
À 1ª vista diriamos que iria apresentar um preço de €152.40, calculado desta forma (100+27)x1.2
Mas as coisas NÃO SÃO ASSIM!!! NÃO PODEM SER!!!
Na realidade, ao fazer a proposta, o empresário vai contabilizar todos os seus custos INCLUINDO o IVA e aplica-lhe a sua margem de lucro. O que dá:
- (100x1.23+27)x1.2 ou seja €180
GANANCIOSO? ESPECULADOR?
NÃO!!! REALISTA!!!
Pois o IVA É UM CUSTO para a maior parte das micro/pequenas empresas.
Ahhhh Certo... O IVA é diluido nas vendas ou em ultima análise, é devolvido.
Pois, até pode ser... mas quando? E a que preço?
É que para diluir esse Iva no valor acrescentado das vendas nacionais seria necessário que as micro empresas tivessem uma coisa chamada fundo de maneio ou "carcanhol" em Portugues Técnico. E sr. 1º ministro, vou-lhe dar uma novidade, lembra-se de todos os milhões em apoios para revitalizar a economia???? Nunca sairam dos bancos!!!!
Esse dinheiro foi distribuido pelos bancos aos seus melhores clientes, e na maior parte dos casos para pagar empréstimos já existentes.
Resta pedir a restituição do Iva, certo?
NÃO!!! Pedir a restituição não é opção.
É que o estado para DEVOLVER o que não é dele, necessita que lhe peçam (até hoje não sei o porquê de ser assim), e quando lhe pedem NÃO GOSTA!!!!
E é certo e sabido que, assim que a empresa pedir a restituição do que é seu, tem as FINANÇAS à perna.
Com esta realidade, os empresarios portugueses estão a perder muitos negócios para competidores estrangeiros.
Percebeu agora porque é que o seu governo contribui para REDUZIR as exportações?
Um abraço
PS - O facto de os pequenos empresários temerem as "visitas" das finanças NÃO SIGNIFICA que sejam DESONESTOS... mas isso fica para outro post ;)
Permita-lhe que lhe diga uma coisa, senhor 1º ministro.
"NÃO É GRAÇAS A SI!!!"
Tentar ficar com os louros de uma coisa cujo mérito é exclusivo dos empresários... É FEIO!!!
A unica contribuição do seu governo para as exportações é contribuir para a sua REDUÇÃO!!!
Mas já que mostra tanta boa vontade, permita-me que lhe dê uma lição em exportações aplicadas a micro/pequenas empresas, chamemos-lhe "Exportação Técnica 101".
_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/
Um pequeno empresário tem uma oportunidade de negócio num país 3º.
E para orçamentar esse negócio, tem estes dados:
- Materiais €100
- Sua transformação (mão de obra) €27
- Margem de lucro 20%
À 1ª vista diriamos que iria apresentar um preço de €152.40, calculado desta forma (100+27)x1.2
Mas as coisas NÃO SÃO ASSIM!!! NÃO PODEM SER!!!
Na realidade, ao fazer a proposta, o empresário vai contabilizar todos os seus custos INCLUINDO o IVA e aplica-lhe a sua margem de lucro. O que dá:
- (100x1.23+27)x1.2 ou seja €180
_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/
GANANCIOSO? ESPECULADOR?
NÃO!!! REALISTA!!!
Pois o IVA É UM CUSTO para a maior parte das micro/pequenas empresas.
Ahhhh Certo... O IVA é diluido nas vendas ou em ultima análise, é devolvido.
Pois, até pode ser... mas quando? E a que preço?
É que para diluir esse Iva no valor acrescentado das vendas nacionais seria necessário que as micro empresas tivessem uma coisa chamada fundo de maneio ou "carcanhol" em Portugues Técnico. E sr. 1º ministro, vou-lhe dar uma novidade, lembra-se de todos os milhões em apoios para revitalizar a economia???? Nunca sairam dos bancos!!!!
Esse dinheiro foi distribuido pelos bancos aos seus melhores clientes, e na maior parte dos casos para pagar empréstimos já existentes.
Resta pedir a restituição do Iva, certo?
NÃO!!! Pedir a restituição não é opção.
É que o estado para DEVOLVER o que não é dele, necessita que lhe peçam (até hoje não sei o porquê de ser assim), e quando lhe pedem NÃO GOSTA!!!!
E é certo e sabido que, assim que a empresa pedir a restituição do que é seu, tem as FINANÇAS à perna.
Com esta realidade, os empresarios portugueses estão a perder muitos negócios para competidores estrangeiros.
Percebeu agora porque é que o seu governo contribui para REDUZIR as exportações?
Um abraço
PS - O facto de os pequenos empresários temerem as "visitas" das finanças NÃO SIGNIFICA que sejam DESONESTOS... mas isso fica para outro post ;)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Somos mesmo parvos!!!!
Facto: Recentemente, e foi apresentado como um grande feito num esforço de poupança e de optimização, o PS e o PSD chegaram a acordo quanto à redução de freguesia em Lisboa.
Quando muitos autarcas chegaram ao limite de mandatos nas SUAS freguesias, podendo apenas ser candidatos NOUTRAS.
ESTA FORMA DE FAZER POLITICA É VERGONHOSA!!!
MAS, ACIMA DE TUDO, ENVERGONHA QUEM COME E CALA!!!
Quando muitos autarcas chegaram ao limite de mandatos nas SUAS freguesias, podendo apenas ser candidatos NOUTRAS.
ESTA FORMA DE FAZER POLITICA É VERGONHOSA!!!
MAS, ACIMA DE TUDO, ENVERGONHA QUEM COME E CALA!!!
domingo, 30 de janeiro de 2011
My thoughts exactly!!!
Sentas-te e vês Portugal a arder.
Está tudo bem pois não há nada a fazer.
Deixáste estar pois tens as costas quentes.
Está tudo OK, eu gosto como tu me mentes.
Como tu me mentes.
José Sócrates feat. Rihanna - Eu sou o PM [HQ]
Está tudo bem pois não há nada a fazer.
Deixáste estar pois tens as costas quentes.
Está tudo OK, eu gosto como tu me mentes.
Como tu me mentes.
José Sócrates feat. Rihanna - Eu sou o PM [HQ]
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